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Olá,
colega do Curso de Comunicação Empresarial
a Distância.
Depois
de todos os preparativos, chegou a hora de colocar a mão
na massa.
Aqui,
neste espaço central das
aulas, você encontrará sempre o eixo de toda
a argumentação, mas será convidado
(a) também a explorar os textos incluídos
em Leitura da aula,
alguns básicos, outros complementares.
O
seu esforço de leitura , acreditamos,
será recompensado e estaremos, na medida do possível
indicando novos textos, às vezes até atendendo
a demandas específicas.
Se
preferir (tem gente que não gosta
mesmo de ler na tela do computador), use o recurso de copiar/colar
no Word, imprima e leia os textos onde achar mais agradável
(na cama, na mesa do jantar, no trabalho ou mesmo no banheiro).
No início...
Como estava
previsto (e era mesmo de se esperar), a gente tem que começar do início, fixando o conceito
de Comunicação Empresarial.
E essa tarefa,
embora seja a primeira, não
é absolutamente fácil. Porque muita gente pratica
a Comunicação Empresarial, mas pouca gente,
quase ninguém, se preocupa em sistematizar conceitos,
o que aumenta a responsabilidade de quem se dispõe
a isso. Mas, se essa é a nossa tarefa, não
vamos fugir dela. Até porque é importante que
todos nós, aqui do curso, tenhamos o mesmo ponto de
referência para que as nossas contribuições
não pareçam briga de bandido e mocinho no escuro:
cada um atirando para todo lado.
Vamos adotar
o seguinte conceito por aqui (é
lógico que nem todo mundo precisa concordar e que
vamos estimular o debate sobre isso!):
A
Comunicação
Empresarial (Organizacional, Corporativa ou Institucional)
compreende um conjunto complexo de atividades, ações,
estratégias, produtos e processos desenvolvidos
para criar e manter a imagem de uma empresa ou entidade
(sindicato, órgãos governamentais, ONGs,
associações, universidades etc) junto aos
seus públicos de interesse (consumidores, empregados,
formadores de opinião, classe política ou
empresarial, acionistas, comunidade acadêmica ou
financeira, jornalistas etc) ou junto
à opinião pública. Ela incorpora não
apenas o aspecto meramente institucional (gestão,
responsabilidade social, postura ética etc), mas também
a divulgação de seus produtos, marcas e serviços
.
As vertentes institucional
e mercadológica
A Comunicação Empresarial, de
maneira geral, incorpora as vertentes institucional e mercadológica.
Pode até parecer óbvio afirmar isso, mas a
literatura da área e muita gente importante que trabalha
em (e com) Comunicação Empresarial costumam
reforçar uma posição distinta. Ou você já não
leu ou ouviu falar que a Comunicação Empresarial
diz respeito ao aspecto institucional (à formação
da imagem) e que quem cuida dos produtos e das marcas são
os colegas do marketing?
Defendemos
a tese de que, pelo menos numa sociedade capitalista (existe
outra hoje?), o
esforço prioritário de comunicação
de uma organização está voltado para
o seu negócio, seja ele a venda de produtos ou serviços,
seja ele a defesa de idéias ou causas.
Logo, separar a organização de seus produtos
ou marcas como se fossem territórios distintos não é
lógico nem razoável.
Um organização privada, uma
empresa, para só citar um exemplo, estará se
empenhando tanto para comunicar a sua excelência em
termos de gestão e de inserção na sociedade
como para propagar os atributos de seus produtos e serviços.
Assim a Natura, também para só citar um caso,
buscar associar a sua imagem à
de defensora da biodiversidade (um trabalho, aliás,
muito bem feito!), destaca-se como uma das empresas mais
admiradas ou melhores para trabalhar, mas, fundamentalmente,
vende produtos. A Comunicação da Natura busca
conciliar todos estes focos: mais ainda, integra-os para
construir uma imagem de uma empresa moderna, bem administrada
e que se compromete com a sociedade.
Durante muito
tempo, os comunicadores empresariais tiveram escrúpulos de admitir que contribuíam
para a venda de produtos e torceram o nariz para as ações
de marketing. Mas isso, convenhamos, é coisa do passado
(ou deveria ser).
Experimenta
dizer para o presidente da empresa onde trabalha (IBM,
HP, Avon, Vivo, General Motors etc) que, você, que coordena a Comunicação Empresarial,
nada tem a ver com computadores, impressoras, celulares ou
automóveis e que
é apenas um especialista em imagem.
Ainda
que tenhamos restrição
a esse conceito fluido e frouxo de comunicação
integrada , assumida como modismo pelo mercado
( veja depois um artigo sobre comunicação integrada
nas leituras desta aula), é inevitável caminharmos
para isso, mesmo porque não
se pode dissociar a imagem de uma empresa da imagem de seus
produtos. Uma empresa que tem
uma imagem negativa (por explorar o trabalho infantil, poluir
o meio ambiente, lograr os seus acionistas, tratar mal os
seus funcionários
etc) certamente verá afetados os seus negócios.
Tem gente (mais lá fora do que aqui no Brasil) que
deixa de comprar produtos de uma empresa porque ela anda "pisando
na bola", socialmente falando. Da mesma forma, uma empresa
que fabrica produtos ou presta serviços sem qualidade
não pode ter uma boa imagem. Toma lá, dá cá,
como diz o povo.
Mas atenção: quando afirmarmos
que a Comunicação Empresarial está focada
nos negócios da empresa, não significa que
estamos apenas privilegiando os seus lucros e resultados
financeiros. Mais do que nunca, ela contribui para reforçar
a ética empresarial, está comprometida com
o exercício da cidadania e da responsabilidade social.
A Comunicação Empresarial bem planejada e conduzida
agrega valor às marcas, ajuda a vender produtos e
serviços e representa uma vantagem competitiva para
as organizações modernas.
A
Comunicação
Empresarial (e aí está, a nosso ver, a amplitude
do conceito) compreende todo o esforço de comunicação
de uma organização , inclusive a comunicação
de marketing.
Ela engloba,
na verdade, competências e disciplinas
que se complementam, como a assessoria de imprensa, as Relações
Públicas, a promoção, a propaganda/publicidade,
o marketing, com todos os seus adjetivos modernos (social,
comunitário, cultural, esportivo etc) e tem profunda
interação com as demais
áreas de uma empresa ou organização
(planejamento, novos negócios, finanças,
recursos humanos etc).
A Comunicação Empresarial, que se define como
moderna e estratégica, insere-se, profunda e intensamente
no processo de gestão e está afinada com a
cultura organizacional. Ela é, por natureza, participativa,
analítica, democrática, embora, é justo
admitir, definida, desta forma, ela se constitui num tipo
ideal (como postulava Max Weber), já que, na prática,
em nosso contexto, ela continue, quase sempre, se pautando
por outros atributos, menos elogiosos (é autoritária,
perspectiva mais operacional do que estratégica, nada
integrada e assim por diante).
Em função desta perspectiva
abrangente, o comunicador empresarial está assumindo,
gradativamente, um novo perfil. Na verdade, ele precisa dispor,
hoje, não apenas de conhecimentos e habilidades nas
práticas profissionais, mas também uma visão
abrangente do mercado e do universo dos negócios.
Mais do que um simples executor de tarefas
(bom redator de releases, bom relacionamento com a mídia, organizador de eventos,
conhecedor das normas de cerimonial e protocolo, excelente
editor de house organ), o comunicador empresarial deve ser
um executivo, um gestor, capaz de planejar, estrategicamente,
o esforço de comunicação da empresa
ou entidade.
Nós, aqui da Comtexto,
temos batido numa tecla sempre: a
Comunicação Empresarial precisa definir-se
como um processo de inteligência empresarial. A
era da improvisação , do amadorismo, do primado
da intuição e do individualismo (" deixa
que eu sei o que funcionário quer, eu conheço
o cara da redação e dou um jeito nisso"
etc etc) está com os dias contados . Mais do que nunca, é
fundamental lançar mão da pesquisa, de recursos
sofisticados e estratégicos (bancos de dados inteligentes,
segmentação de veículos, públicos
e discursos etc). Ser profissional de Comunicação
Empresarial, agora, não é
apenas estar formado na área e trabalhar numa organização,
mas sim saber planejar, gerir, avaliar, fazer diagnósticos,
traçar e executar estratégias de curto, médio
e longo prazos. A intuição, a criatividade,
a experiência continuam sendo muito importantes, mas
já não bastam. Como dizem o lógico e
o matemático, são necessárias, mas não
suficientes.
Por esta visão abrangente, complexa,
estratégica, a Comunicação Empresarial
tinha mesmo que ser muito importante para as organizações
porque diz respeito a todos os processos por ela desenvolvidos.
Ou será que alguém consegue não enxergar
comunicação em tudo o que uma organização
faz?
Convidamos, agora,
você a ler alguns
textos, incluídos na Leitura
da aula e lembramos (é tanta coisa para a gente
fazer e pensar) para não esquecer de participar do
grupo de discussão.
No dia 20
de março, nós voltamos
. Estamos
à disposição. Se quiser falar com o
professor pelo telefone, mande e-mail para ele e combine
um horário. Se for de São Paulo ou vier para
São Paulo durante o período do curso, quem
sabe não consegue também conversar com ele?
Ele costuma ficar na UMESP e na USP e , se a agenda bater,
receberá você com muito prazer.
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